Feliz natal...
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
::: para T... :::
Claro que eu faço questão de me apaixonar...
Mas com o tempo fiquei muito exigente...
Nada menos do que eu já tive...
Nada menos do que eu sei que existe...
É simples...
Mas não tão simples...
Eu quero me apaixonar
por alguém que me faça sorrir
que me permita abrir a porta do passageiro...
que eu possa imitar, no jeito de andar e de fechar os olhos no banho...
com quem eu queira cantar e dançar na sala...
que me faça ter vontade de dançar na fila do supermercado...
que se encaixe em meus braços...
que me faça atravessar a cidade pra tomar caldo de feijão no lugar predileto...
que sente comigo no meio fio pra tomar o sorvete...
que me durma e me acorde com um beijo...
alguém que me faça esquecer o mundo lá fora...
que eu queira beijar pra tirar o batom...
que caminhe comigo de mãos dadas, e que os passos se encaixem...
que no passo de dança se encaixe ...
que me faça procurar dentro de mim coisas que eu não sabia que estavam lá...
que eu queira surpreender...
alguém que me irrite e me divirta com seus atrasos...
que não tenha hora certa pra dar o beijo...
alguém que cochile comigo no meio do filme...
que me desperte para o que eu ainda não sei enxergar...
Quero me apaixonar
por alguém que me faça ter prazer em cozinhar...
alguém com quem eu passe a tarde inteira sem perceber...
que eu tenha vontade de inventar stórias pra fazê-la sorrir...
que eu queira amar no chão, na mata, no rio e no mar...
que eu queira amar na chuva...
alguém que me faça lavar as mãos ao entrar em casa...
que não me deixe sair sem protetor solar...
que corra comigo no shopping e aeroporto...
que me faça parar de correr...
que me faça parar só pra admirar...
que goste dos Beatles, de blues e chorinhos...
alguém pra mostrar as músicas no rádio do carro...
que me faça gargalhar até de tanto rir...
que me faça até chorar...
alguém que invente comigo um novo vocabulário...
que me acompanhe num chope gelado e num gole de café...
que me faça ficar tímido e ao mesmo tempo esquecer a timidez...
Quero me apaixonar
por alguém que eu não consiga explicar com palavras o que sinto...
que ocupe o pedaço mais denso do meu coração...
alguém que exista, que me faça querer existir...
que me faça querer melhorar...
Quero me apaixonar
com toda a loucura da minha mente e alma...
e assim eu me apaixonaria mil vezes...
e outras mil se fosse preciso...
simples assim,
mas não tão simples...
(guilherme)
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
::: uma música :::
...we're one, but we're not the same
we get to carry each other, carry each other...
(u2 - one)
terça-feira, 25 de setembro de 2012
::: o que resta :::
"Mas eu a conheci; e é isso que torna minha vida atual tão estranha. Eu
me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda
mais nos anos em que ficamos separados. Nossa história tem três partes:
um começo, um meio e um fim. Embora seja assim que todas as histórias se
desenrolam, ainda não consigo acreditar que a nossa não durará para
sempre. Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos
retorna à minha mente. Relembro como tudo começou, pois agora essas
memórias são tudo o que me resta."
(Nicholas Sparks - Querido John)
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
::: carpinejar :::
"Eles não entendem que não sofro porque o amor acabou, sofro para não acabar o amor."
(fabrício carpinejar - vai passar)
sorrio pra não chorar nos comentários...
abro uma caixa de ferramentas...
cato os cacos e remendo o que é possível...
estanco em mim o que é comum...
sorrio pra não rir... ou pra seguir...
(guilherme)
(fabrício carpinejar - vai passar)
sorrio pra não chorar nos comentários...
abro uma caixa de ferramentas...
cato os cacos e remendo o que é possível...
estanco em mim o que é comum...
sorrio pra não rir... ou pra seguir...
(guilherme)
terça-feira, 11 de setembro de 2012
::: o ego e os relacionamentos especiais a dois :::
"Na verdade, o amor não tem forma nem tempo, pois a forma é uma limitação ao amor que é sempre a própria eternidade."
(sergio condé)
(sergio condé)
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
::: felicidade? :::
Felicidade?
Disse o mais tolo: "Felicidade não existe."
O intelectual: "Não no sentido lato."
O empresário: "Desde que haja lucro."
O operário: "Sem emprego, nem pensar!"
O cientista: "Ainda será descoberta."
O místico: "Está escrito nas estrelas."
O político: "Poder"
A igreja: "Sem tristeza? Impossível.... (Amém)"
O poeta riu de todos,
E por alguns minutos...
Foi feliz!
(felicidade? - o teatro mágico)
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
::: ... :::
De todas as conversas que tive com minha mãe, só lembro aquela que me magoou.
De todos os nossos longos e curtos diálogos no carro, no ônibus, em casa, nas praças, nas caminhadas pelo bairro.
Milhares
de cumprimentos, de abraços, de risos, de colos, de palavras de
incentivo, de piadas e recordações, e o que guardo é ela dizendo que não
presto.
Uma única vez em que não prestei entre um turbilhão de outras em que fui tratado como um príncipe.
Por que essa ingratidão memorativa? Por que essa desigualdade evocativa?
De todas as conversas que travei com meu irmão, só conservo a que nos separou.
A
gente fez castelo juntos, jogou futebol, armou casinhas, confabulou
planos, inventou segredos; centenas de dias ensolarados e noites de
insônia partilhadas e agora desaparecidas entre o hipocampo e o córtex
frontal.
O que ficou de agradável: nada.
Estou por concluir que a memória abomina a felicidade.
Não cuidamos dos positivos das lembranças, apenas colecionamos os negativos.
Não nos esforçamos para guardar os bons momentos porque temos a ideia – equivocada – de que são obrigatórios.
Há
o entendimento de que normalidade é acumular glória na vida enquanto a
dor é um acidente de percurso. Há a convicção de que a alegria é uma
condição natural enquanto a cara fechada é uma exceção (não seria o
contrário?).
Predomina
em nós a compreensão ingênua da felicidade como facilidade e da
tristeza como dificuldade. Ser feliz seria simples e ser triste
consistiria numa tremenda injustiça.
Uma noção do mundo em linha reta, de amor em abundância, provocando o desperdício constante e perigoso.
Não preservamos as delicadezas, assim como não economizamos água, já que ela verte com ligeireza pela torneira da residência.
Não poupamos as cenas comoventes, assim como não economizamos luz, já que ela depende de um clique para clarear as paredes.
Não
embrulhamos a ternura, esnobamos. Parece que é um dever recebê-la, que
nossa companhia precisa nos oferecer sempre o cotidiano mais precioso.
Devoramos um bolinho de chuva pensando no próximo. Beijamos a boca de
nossa mulher cobiçando o segundo, o terceiro e o quarto beijo.
O que é ruim é solene. O que é bom é descartável.
A
morte se torna mais inesquecível do que o nascimento. O atrito surge
mais consolidado do que o primeiro encontro. A ruptura se destaca diante
dos acordes iniciais da amizade.
Temos
amnésia da leveza, pois deduzimos que virá mais e mais no dia seguinte.
Não criamos álbuns de nossas gargalhadas, mas recortamos as cenas
rancorosas e amargas como se fossem definitivas e esclarecedoras.
Somos algozes da felicidade e, ao mesmo tempo, vítimas da infelicidade.
(fabrício carpinejar)
Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 28/08/2012
Porto Alegre (RS), Edição N° 17175
::: .... :::
"Feliz é o destino da inocente vestal, esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida. Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Toda prece é ouvida e toda graça se alcança”.
(alexander pope)
(alexander pope)
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
::: uma música :::
Well the sun is surely sinking down
But the moon is slowly rising
So this old world must still be spinning 'round
And I still love you
...
(james taylor - you can close your eyes)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
::: quando eu te olho eu me vejo :::
"E
agora, uma questão fundamental: será possível que quando eu olho para você, não
seja você que eu veja? Que referências nós temos quando olhamos para alguém?
As
lentes mentais que construímos desde sempre é que permeiam nosso olhar. Assim,
quando olhamos para o outro, as referências que temos são as nossas. Projetamos
fora o que está dentro de nós. Desta forma, na relação com o outro eu me vejo.
O outro me espelha o tempo todo. Ele espelha todas as minhas qualidades: as
melhores e as piores."
domingo, 20 de maio de 2012
::: meio de música :::
Together we can live with the sadness
I'll love you with all the madness in my soul
(bruce springsteen - born to run)
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